sábado, 16 de junho de 2012

Pollyanna, a pequena órfã: Livro e adaptações

Pollyanna a garota mais otimista da literatura. Escrita por Eleanor H. Porter em 1913, é um dos maiores clássicos da literatura infantil. A obra fez tanto sucesso que teve várias continuações e chegou a ser adaptada para o cinema. 

O livro

A autora
Pollyanna conta a história de uma órfã que acabou de perder o pai e vai morar com sua tia Polly, em Boston. Enquanto que Pollyanna é super alegre e otimista, tia Polly é fria e séria. Ao chegar a casa da tia, Pollyanna logo começa a espalhar sua sabedoria de vida pela cidade: o jogo de contente. Tal jogo consiste em sempre pensar no lado bom das coisas. Pollyanna aprendeu o jogo com seu pai, quando em seu aniversário, esperando ganhar bonecas, ganhou uma muleta e o pai disse para a menina agradecer por não precisar delas. 

Em suas andanças pela cidade conhecemos vários personagens interessantes, como Jimmy, outro órfão, o melhor amigo da garota, que Pollyanna achou na rua e arranjou-lhe um lar; o senhor Pendlenton, o homem mais rico da cidade; doutor Chilton, o médico da tia Polly; Nacy a empregada da casa e a senhora Snow, que vivia de mau humor e quando conheceu Pollyanna e aprendeu o jogo do contente se tornou uma pessoa mais agradável.

Quando se olha pela perspectiva do otimismo exagerado de Pollyanna, o livro pode parecer cansativo, no entanto devido à escrita leve e fluída de Porter, não nos sentimos assim. Ao contrário, tentamos ser pessoas melhores através de Pollyanna, pois esta passa por diversas provações com um sorriso no rosto, mesmo quando seu otimismo é posto à prova.

Devido à filosofia da personagem, até hoje, o nome "Pollyanna" virou sinonimo para alguém otimista.

No Brasil, o livro foi traduzido pelo verdadeiro "rei dos baixinhos" Monteiro Lobato, que além desse também foi o responsável pela tradução de vários clássicos, como Alice no País das Maravilhas e dos Espelhos, Contos de Andersen e de Grimm, Robinson Crusoé e Robin Hood.


Continuações

Devido ao sucesso do primeiro livro, em 1915 Eleanor H. Porter lançou o segundo volume: Pollyanna Moça (Pollyanna Grows Up), que mostra a vida da garota já na fase adulta, aos vinte anos.

Mais onze sequências foram lançadas nos anos seguintes (não escritas por Porter), sendo que a última é de 1997. Estas sequências são conehcidas como Glad Books e foram em maioria escritos por Elizabeth Borton ou Lummis Harriet Smith.

Glad Books

Harriet Lummis Smith: Pollyanna of the Orange Blossoms: The Third Glad Book/Pollyanna's Jewels: The Fourth Glad Book/Pollyanna's Debt of Honor: The Fifth Glad Book/Pollyanna's Western Adventure: The Sixth Glad Book


Elizabeth Borton: Pollyanna in Hollywood: The Seventh Glad Book/ Pollyanna's Castle in Mexico: The Eighth Glad Book/Pollyanna's Door to Happiness: The Ninth Glad Book/ Pollyanna's Golden Horseshoe: The Tenth Glad Book/Pollyanna and the Secret Mission: The Fourteenth Glad Book (escrito fora da sequência)

Margaret Piper Chalmers: Pollyanna's Protegee: The Eleventh Glad Book

Virginia May Moffitt: Pollyanna at Six Star Ranch: The Twelfth Glad Book/Pollyanna of Magic Valley: The Thirteenth Glad Book

Outros
Colleen L. Reece: Pollyanna Comes Home/ Pollyanna Plays the Game



Adaptações para o cinema e televisão
Mary com Micky Moore

1920: Pollyanna


Estrelado por Mary Pickford, este clássico da baixinha fez muito sucesso quando lançado. Conta-se que, tanto Mary, quanto Frances Marion (roteirista), odiaram fazê-lo. Mary já estava com quase trinta anos quando interpretou a menina de doze.


1960: Pollyanna
Da Disney, dirigido por David Swift, tem como Pollyanna Hayley Mills e tia Polly por Jane Wyman. O longa fez grande sucesso e foi marcado pela última performance de Adolphe Menjou. No entanto, o filme foge um pouco do romance e da versão de 1920, em alguns aspectos, especialmente quanto ao acidente de Pollyanna, que aqui ocorre quando tenta escalar uma árvore para entrar em seu quarto escondida (no livro tal acontece quando a menina é atingida por um carro)


1989: Polly
Esta versão foi um musical para a TV, que foi ao ar em 12 de novembro de 1989 na NBC. Ambientado em 1950, o elenco é todo de afro-americanos, exceto por Celeste Holm, e conta a história da órfã que foi morar com sua tia Polly na época da segregação racial e sua tentativa de unir a cidade. O longa teve uma sequência: Polly Comin Home. Foi indicado a dois Emmy. Keshia Knight Pulliam é Polly e Phylicia Rashād é tia Polly. 

Além destes, há também dois seriados e outro filme para televisão em homenagem ao dia das mães.


3 comentários:

  1. Conheço a história de Pollyanna, mas nunca vi um filme sobre ela. Vou procurar o da Mary Pickford, pois vi alguns filmes dela interpretando órfãs e adorei.
    Beijos!

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  2. Li o livro quando era ainda menina, e esse livro me deixou marcas positivas que trago comigo para sempre, também vi o filme, mas o livro é maravilhoso...que bom por postar...

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